Saúde & Fitness

Pode uma infecção fúngica afectar a minha fertilidade?

Não. Uma infecção fúngica não afecta directamente as nossas hipóteses de engravidar. No entanto, a comichão e a irritação que uma infecção fúngica provoca não irá deixá-la com muita vontade para a relação sexual.

As infecções fúngicas são provocadas por um fungo denominado Candida. Normalmente, o equilíbrio ácido da vagina evita que este fungo se multiplique, mas basta uma alteração na acidez - muitas vezes devido a doença, menstruação, gravidez, alguns antibióticos ou pílula anticoncepcional - para que o fungo se multiplique. A humidade, roupas apertadas (ex. fatos de banho) podem proporcionar as condições ideais para este fungo.

Os principais sintomas de uma infecção por fungos são comichão e um corrimento branco espesso. Também podemos sentir uma queimadura, irritação e uma erupção nos lábios externos da vagina.

As infecções fúngicas são muito fáceis de tratar com medicamentos anti-fúngicos vaginais ou medicamentos por via oral como o Diflucan (fluconazol). A maioria dos tratamentos têm efeito imediato num prazo de 1-7 dias. Não há perigo em manter relações sexuais durante o tratamento, no entanto a relação sexual pode irritar ainda mais a área afectada e atrasar a cura.

Se os sintomas não desaparecerem depois de terminar a toma da medicação, consulte o seu médico, que poderá pedir análises para detectar outro tipo de infecções que apresentem sintomas semelhantes. Infecções como clamídia, gonorreia e vaginose bacteriana podem alterar a acidez das secrecções vaginais, prejudicando as hipóteses de engravidar, tornando mais difícil o espermatezóide atingir o óvulo.

Serena Chen - Especialista de Fertilidade

 

Demasiado exercício físico (ou exercício físico intenso) pode prejudicar a minha fertilidade?

O exercício físico intenso não irá prejudicar a fertilidade, visto que faz parte de um estilo de vida saudável. Algumas atletas são extremamente magras, o que pode causar um problema que impede o hipotálamo de libertar correctamente  a hormona que liberta a gonadotrofina (GNRH). Como consequência, esse problema pode parar completamente a ovulação, assim como a produção de estrogénio. Por isso, uma mulher com peso abaixo do normal pode ser fértil, com muitos óvulos saudáveis, no entanto, pode não conseguir libertar os óvulos através da ovulação, porque parou de produzir determinadas hormonas. Desde que continuemos a ter o período menstrual (sinal de que estamos a ovular) a nossa fertilidade não é prejudicada.

O exercício físico intenso também é bom para os homens, desde que não tentem melhorar o seu desempenho com esteróides anabolizantes, alguns deles legais e disponíveis em lojas, sob a forma de androstenediona.  A androstenediona é um esteróide anabolizante "natural", mas isso não o torna menos forte. Como qualquer outro esteróide anabolizante, aumenta a massa muscular dramaticamente, mas pode também diminuir os testículos, a contagem de espermatezóides e pode provocar doenças no fígado, bem como ataques cardíacos precoces.

Sherman Silber - Especialista de Fertilidade

 

Os suplementos de ervanário podem aumentar as minhas hipóteses de engravidar?

Embora tenha havido alguns pequenos estudos promissores, a pesquisa não foi suficiente para se afirmar com toda a certeza que os suplementos de ervanária podem ajudar a engravidar. Há a salientar que alguns desses suplementos que têm sido associados à fertilidade  podem representar um risco para o feto, se engravidar.

Uma equipa de investigadores estudaram um suplemento ervanário para verificarem até que ponto ajudava efectivamente as mulheres com dificuldades para engravidar. O suplemento continha uma erva pensada para melhorar a ovulação e o desequilíbrio hormonal, um aminoácido que melhorava a circulação dos órgãos reprodutivos, extracto de chá verde e uma série de vitaminas e minerais. Um terço das 15 mulheres que tomaram o suplemento engravidaram em cinco meses, enquanto que aquelas que tomavam um placebo não engravidaram. Mas o estudo é pequeno demais para garantir que a mistura de ervas melhora a fertilidade.
Outro estudo incluiu um grupo muito maior de 93 mulheres, que não revelou aumento percentual de gravidez, mas indicou uma maior tendência para ciclos menstruais regulares, o que pode certamente ajudar na concepção. Outros estudos sugerem que podem ajudar a regular os desequilíbrios hormonais e a ovulação, bem como estimular a produção de óvulos.
Se quer tentar um suplemento ervanário, confirme com o seu médico primeiro. Algumas das ervas que têm sido associadas à fertilidade são contra-indicados durante a gravidez e a lactação. Só porque as ervas são naturais não significa que elas não tenham efeitos colaterais e interacções medicamentosas. 
Se tiver menos de 35 anos e tentam há cerca de um ano sem engravidar (ou 3-6 meses, se em 35 anos ou mais), o melhor é consultar um especialista de fertilidade.

Helen Kim - Endocrinologista Reprodutiva


Tomar a pílula a longo prazo torna mais difícil engravidar?

Não, não há nenhuma evidência de que o uso a longo prazo da pílula anticoncepcional interfere com a fertilidade. Algumas mulheres, depois de deixarem de tomar a pílula, tiveram uma interrupção do ciclo menstrual durante alguns meses (amenorreia pós-pílula). Porém, isso geralmente é causado por um outro problema sem qualquer relação com a pílula, por exemplo, estar abaixo do peso normal ou estar sob o efeito de intenso stress.
De facto, tomar a pílula pode proteger-nos de doenças, como o cancro dos ovários e do útero, que podem levar à infertilidade. Os investigadores também descobriram que a toma da pílula a longo prazo pode melhorar os sintomas da endometriose, um problema que causa uma hemorragia menstrual anormal, causando infertilidade. Também foi demonstrado que a pílula reduz a incidência de gravidez ectópica, quando um óvulo fertilizado é implantado  fora do útero, geralmente nas trompas de falópio. (Infelizmente uma gravidez ectópica terá obrigatoriamente de ser terminada).
Alguns médicos aconselham a tentar engravidar logo depois de deixarmos de tomar a pílula, mas outros recomendam esperar até que apareça o período, geralmente entre 4 a 6 semanas depois. Assim, saberemos que estamos a ovular. Se o período não aparecer dois meses depois de termos deixado de tomar a pílula, é melhor consultar u médico. Pode haver algum problema que necessite ser tratado.
Não nos devemos preocupar se engravidarmos imediatamente depois de termos deixado de tomar a pílula. A investigação indica que não há necessidade de nos preocuparmos com potenciais efeitos secundários de hormonas remanescentes no bebé.
É sempre importante falarmos com o nosso médico antes de deixarmos de tomar qualquer contraceptivo hormonal.
Christos Coutifaris - Obstetra/Ginecologista

 

Poderá o stress prejudicar a concepção?

O stress pode definitivamente interferir com a concepção. De facto, se estivermos com dificuldade em engravidar, geralmente o conselho que ouvimos é "Descontrai e assim engravidas". Apesar de isto parecer um pouco insultuoso, há um fundo de verdade nisto. É porque o stress pode afectar o funcionamento do hipotálamo, a glândula no cérebro que regula o nosso apetite e emoções, bem como as hormonas que fazem com que os ovários libertem os óvulos. Se estivermos stressadas, podemos ovular mais tarde ou não ovular. Se as tentativas para engravidar se concentrarem no 14.º dia, pensando que é neste dia que estamos a ovular, podemos estar a perder a oportunidade de conceber.

É importante estabelecer a diferença entre stress constante e stress repentino. O corpo geralmente adapta-se ao stress constante do dia-a-dia, por isso a nossa ovulação não se ressentirá, mas o stress repentino, provocado por um acidente, um divórcio - pode interferir com a nossa ovulação.

Toni Weschler - Formador de Fertilidade


Poderá o calor do computador portátil afectar a minha fertilidade?

Nas mulheres a resposta é não, visto que os óvulos são produzidos nos ovários, que estão dentro do corpo feminino, por isso o calor de um computador portátil ou proveniente de uma outra qualquer fonte externa não é tão intensa que aumente a temperatura corporal ao ponto de danificar os ovários e prejudicar a produção de óvulos.

A resposta não é tão clara para os homens. Os espermatozóides são produzidos nos testículos, que estão no escroto. Como o escroto está localizado fora do corpo, é mais vulnerável ao calor externo do que os ovários de uma mulher. Uma investigação indica que o aumento da temperatura do escroto pode diminuir a produção de esperma. É por isso que alguns especialistas em fertilidade aconselham os homens a evitar banheiras de hidromassagem, saunas, banhos quentes ou cuecas apertadas durante as tentativas para engravidar, porque tudo isto emite calor para os testículos.

Num pequeno estudo da Universidade Estadual de Nova Iorque em Stony Brook, os investigadores descobriram que os homens  que trabalhavam com os computadores portáteis em cima das pernas durante uma hora, tiveram um aumento médio de temperatura do escroto de 2,7 Cº. Apesar dos investigadores não terem verificado se o aumento da temperatura efectivamente afectou a produção de esperma dos homens, estudos anteriores mostraram que mesmo um aumento de 1 Cº na temperatura do escroto poderia afectar a produção de esperma saudável.

Mais investigações são necessárias antes que possamos afirmar que os computadores portáteis têm um efeito negativo na fertilidade masculina. Mesmo assim, quando estamos a tentar engravidar, é melhor não arriscar.

Carolyn Kubik - Especialista de Fertilidade


Um aborto anterior poderá afectar as hipóteses de engravidar novamente?

Provavelmente não. No entanto, em casos muito raros, múltiplas dilatações e curetagens (a limpeza do útero) pode causar alguns danos no útero. Um procedimento denominado histeroscopia (coloca-se uma pequena câmera dentro da cavidade uterina) pode ser utilizado para verificar este problema e simultaneamente reparar tecidos danificados. Mas se não for este o caso, devemos ter consciência que qualquer procedimento que dilata o cervix (um dos procedimentos para o aborto) enfraquece-o. Por isso, se tivermos tido mais do que um aborto e engravidámos de seguida, podemos ter incompetência cervical - um cervix ou colo do útero que começa a dilatar prematuramente. Pode muitas vezes ser tratado com pontos, mantendo-o assim fechado. Este procedimento denomina-se cerclagem. Quando sofremos abortos repetidos, pelo menos temos a prova de que conseguimos engravidar, o que significa que ovulamos e que as nossas trompas de falópio estão a funcionar devidamente.
Equipa BabyCenter & Robert Jansen - Prof. Medicina Reprodutiva

A idade em que começámos a menstruar pela primeira vez afecta a nossa fertilidade?

Em geral, não. A maioria das mulheres jovens têm o seu primeiro período quando têm 12 ou 13 anos. Começar a menstruar mais cedo ou mais tarde que essa idade não terá qualquer efeito na fertilidade.Na maioria dos casos, ter o período mais cedo ou mais tarde que as outras raparigas não significa nada de anormal. Se têm o período cedo, não há qualquer evidência que haverá problemas em engravidar ou que se vai entrar na menopausa mais cedo.
Há algumns problemas médicos, como a doença da tiróide, falha dos ovários ou algumas complicações genéticas que podem atrasar o aparecimento do primeiro período e, posteriormente, ser mais difícil engravidar.
Spencer Richlin - Especialista de Fertilidade

O uso de lubrificante pode impedir a concepção?
Sim. Uma investigação revelou que os lubrificantes vaginais são tóxicos para os espermatezóides e interferem com a função do muco cervical.
Geralmente, as próprias secreções ácidas da vagina matam o esperma, mas a alcalinidade do muco cervical produzido imediatamente antes da ovulação, protege o esperma. Os lubrificantes artificiais impedem o esperma de alcançar rapidamente o muco cervical e os espermatezóides morrem antes de entrarem no colo do útero, devido à acidez presente na vagina. (Existe um tipo de lubrificante que, dizem, foi concebido para não danificar o esperma.)
Qualquer lubrificante artificial tem sempre efeitos negativos sobre as nossas hipóteses de engravidar. O melhor lubrificante para usar, quando engravidar é o nosso objetivo, é preliminares. Leve o seu tempo até à relação sexual propriamente dita.
Se os preliminares não são suficientes, podemos tentar usar água quente como lubrificante: não é tóxico para os espermatezóides e não interfere com a sua capacidade de atingir o colo do útero/cervix.
Sherman Silber  - Especialista de Fertilidade

Quanto tempo demora a engravidar após uma cirurgia para reverter uma esterilização?

A resposta depende se estamos a falar de uma esterilização masculina ou feminina.

Uma cirurgia para reverter a esterilização masculina tem maior probabilidade de ser bem-sucedida e se o tempo decorrido desde a vasectomia for inferior a 5 anos, a probabilidade de sucesso da vasovasectomia (o procedimento cirúrgico de reversão) é de aproximadamente 90%. Se a vasectomia tiver sido efectuada há mais de 5 anos a probabilidade de engravidar diminui substancialmente.

Para as mulheres é mais complicado. Se tiver efectuado uma laqueação das trompas por electrocoagulação, a probabilidade de engravidar após a reanastomose microcirúrgica (o procedimento cirúrgico de reversão) pode ser de 55%. Se a esterilização tiver sido efectuada através de aenl de Falope, banda Silastic ou clip de metal, a probabilidade de engravidar após a reversão aumenta até 85%. Infelizmente, o sucesso da cirurgia de reversão não é a única variável que influencia a probabilidade de engravidar. Depende também da idade, se sofre de alguma doença pélvica (como a endometriose ou inflamação pélvica) e da frequência das relações sexuais.

John Queenan – Obstetra/Ginecologista

 

Depois de parar de fumar, quanto tempo devo esperar até iniciar as tentativas para engravidar?

O ideal seria parar de fumar um mês antes do início das tentativas para engravidar, visto que não devemos ter nenhuma nicotina no nosso corpo durante a gravidez, visto que actua como um vasoconstritor, contraindo os vasos sanguíneos, incluindo os da placenta e os do bebé. Fumar activa e passivamente pode aumentar o risco de aborto, defeitos de nascimento e outras complicações, bem como diminuir as hipóteses de engravidar.
Aconselho sempre os meus pacientes fumadores não só a pararem de fumar, como também a deixarem de usar produtos de nicotina, como o adesivo ou a goma antes de engravidar e durante a gravidez. Sei que isso pode exigir um pouco de planeaamento e, em vez de cortar radicalmente com o tabaco, sugiro sempre um plano de redução gradual de longa duração:
• Semana 1: Afixar um calendário no frigorífico e registar diariamente a quantidade de cigarros fumados por dia.
• Semana 2: Olhar para trás, para os últimos sete dias e encontrar o maior número de cigarros fumados por dia. Digamos, por exemplo, que foram 25. Por cada dia desta semana, tirar 25 cigarros e colocá-los num recipiente. Esta será a dose máxima permitida que poderemos fumar por dia. Se não fumámos esta dose, não poderemos fumar os que restaram nos dias seguintes. Se conseguirmos manter este regime durante uma semana inteira, óptimo! (Se não, não devemos desistir e devemos manter-nos neste regime até conseguirmos fazê-lo.) A ideia é conseguir chegar a um número ideal e começar a diminuir a partir daí.
• Semana 3: Tirar um cigarro (no nosso exemplo, o total de cada dia seria agora 24), e tentar manter este número durante uma semana. A partir deste exemplo, podemos ver quantas semanas serão necessárias para limpar o nosso corpo da nicotina. Este método é  lento e. geralmente não causa sintomas dolorosos de abstinência. Quando estivermos sem nicotina, pelo menos há um mês, podemos começar a tentar engravidar. É claro que existem muitos outros métodos disponíveis para parar de fumar.
Meredith Goodwin - Medicina Familiar

Tenho um problema de pele crónico. Há alguma coisa em especial que preciso de saber antes de engravidar?

Problemas de pele pré-existentes, como acne, eczema e psoríase, podem melhorar, piorar ou não sofrerem nenhuma alteração durante a gravidez.

Alguns problemas, como a hidradenite supurativa e a doença Fox-Fordyce, geralmente melhoram durante a gravidez, enquanto que outras (verrugas genitais, herpes, lupus eritematoso, neurofibromatose e pitiríase rósea) pioram.

O acne é uma doença complexa e é influenciada pelas alterações hormonais da gravidez. Durante a gravidez pode ser tratada com peróxido de benzoíla, ácido salicílico ou antibióticos como a clindamicina ou eritromicina. Para os casos mais graves, pode ser tomado a eritromicina oral, considerado seguro durante a gravidez. Não devemos utilizar tetraciclina ou Accutane devido ao seu alto risco de deformações congénitas no feto. Se estivermos a tomar esses medicamentos devemos parar de os tomar pelo menos duas semanas antes de engravidar. Podemos utilizar o Retin-A tópica durante a gravidez, mas por causa de sua semelhança com Accutane, a maioria dos médicos irá evitá-lo se outras alternativas estão disponíveis.

Se tivermos eczema (ou algum problema  de dermatite atópica), podemos tratá-lo durante a gravidez com uma variedade de emolientes tópicos e corticóides tópicos, como a hidrocortisona e anti-histamínicos orais. Devemos utilizar o sabonete com moderação e aplicar cremes e loções após o banho.

John Sussman – Obstetra/Especialista Pré-concepção

 

Tenho um problema uterino físico. Há alguma coisa em especial que preciso de saber antes de engravidar?

Depende especificamente do problema que tiver.

O fenómeno designado útero "ponta" geralmente refere-se a uma variação da posição uterina normal, em que o útero é retrovertido ou retrofletido. Para além de estar associado  a relações sexuais dolorosas e endometriose, não deverá ser um problema para engravidar.

Se as deformações uterinas físicas estão relacionadas com a exposição de uma mulher ao dietilestilbestrol (um medicamento utilizado para tratamento de abortos recorrentes nos anos 70) antes de nascer ou a outra causa desconhecida, podem ter um impacto significativo sobre a gravidez, aumentando os riscos de infertilidade, aborto espontâneo, parto prematuro e outras complicações.

Se tivermos sido expostas ao dietilestilbestrol  ou se temos uma malformação uterina, devemos informar o nosso ginecologista antes de tentarmos engravidar. O nosso médico ao avaliar o nosso problema poderá aconselhar-nos sobre os riscos envolvidos com a gravidez e irá estar mais atento a potenciais problemas. Regra geral, as malformações uterinas assintomáticas, que não estão associadas com um historial prévio de aborto ou parto prematuro, não requerem cirurgia antes de tentarmos engravidar.

John Sussman – Obstetra/Especialista Pré-concepção

 

 

Tenho um problema de tiróide. Há alguma coisa em especial que preciso de saber antes de engravidar?

Se tivermos um problema de tiróide, devemos conversar com o nosso médico sobre os planos de gravidez. É importante controlar a doença com medicamentos (ou com a cirurgia, se necessário) antes de engravidar.

De facto, se tivermos um problema de tiróide que não esteja a ser devidamente tratado, poderemos ter dificuldades em engravidar.

Cerca de 3% das mulheres nos Estados Unidos têm hipotiroidismo, em que a glândula da tiróide não produz a hormona tireoidiana suficiente. Se estivermos grávidas e este problema não estiver a ser tratado adequadamente, podemos correr um maior risco de complicações, como o aborto espontâneo, pré-eclâmpsia e parto prematuro. Alguns estudos indicam que as crianças, cujas mães não tiveram a hormona tireoidiana em quantidades suficientes durante a gravidez, têm um QI mais baixo.

A levotiroxina, é uma forma sintética da hormona da tiróide, que é segura para o bebé e é o tratamento mais comum para o hipotireoidismo. Se estivermos a tomar levotiroxina, devemos consultar o nosso médico antes de engravidar para nos certificarmos de que estamos a tomar a dose correcta. Devemos avisar o nosso médico logo que estejamos grávidas, porque a maioria das mulheres precisa de tomar uma dose mais elevada durante a gravidez.

O hipertiroidismo, ou seja, quando a tiróide é hiperactiva, é menos comum. Ocorre em cerca de 0,5 % das mulheres. A causa mais comum é a doença de Graves, uma doença auto-imune, em que o organismo produz um anticorpo que faz com que a glândula da tiróide liberte demasiada quantidade hormonal.

Como o hipotiroidismo, o hipertiroidismo é tratado com medicamentos. Quando não tratado pode provocar aborto, insuficiência cardíaca na futura mamã,  pré-eclâmpsia, parto prematuro e um nado-morto. Se tivermos hipertiroidismo, o nosso médico deverá monitorizar atentamente o seu tratamento durante a gravidez.

Alex Stagnaro-Green – Obstetra/Ginecologista

 

Tenho diabetes. Há alguma coisa em especial que preciso de saber antes de engravidar?

A diabetes é um dos melhores exemplos de como a preparação e controlo de uma doença antes de engravidar pode fazer uma enorme diferença no resultado de uma gravidez.

Antes da insulina ter sido descoberta, as mulheres diabéticas muito raramente conseguiam ter uma gravidez bem-sucedida, e cerca de 65 % dos bebés morreu no útero ou imediatamente após o nascimento. Esta estatística tem diminuído ao longo dos últimos anos para menos de 2 %. Por isso, quando a diabetes é controlada durante a gravidez, os riscos de aborto ou outros problemas serão semelhantes a uma gravidez normal de uma mulher não-diabética.

Infelizmente, as malformações continuam a ser 2 a 4 vezes mais comuns numa gravidez de diabéticas. Não se sabe muito bem porquê, mas provavelmente devido aos níveis anormais de glicose no sangue. Visto que a maioria das malformações do sistema nervoso central, coração e rins começam nas primeiras 7 semanas de gravidez, é importante manter o nível de glucose controlado antes de engravidar e durante a gravidez. O ideal é consultar um médico antes de engravidar, porque alguns estudos indicam que a percentagem de malformações congénitas diminui entre 10% a 1% quando uma futura mãe diabética procura aconselhamento médico.

Se quisermos prevenir malformações do feto (e aborto) devemos seguir a seguinte estratégia: tentar alcançar níveis de hemoglobina glicosilada normais (um indicador de controle de açúcar no sangue) antes da concepção, e depois gerir a dieta com cuidado e controlar os níveis de glicose como cuidado e frequentemente. Estas indicações, juntamente com a ingestão de  suplementos de ácido fólico antes de engravidar e ecografias regulares, irão aumentar as hipóteses do nascimento de um bebé saudável.

John Sussman – Obstetra/Especialista Pré-concepção

 

Tenho lúpus. Há alguma coisa em especial que preciso de saber antes de engravidar?

Embora o lúpus eritematoso (LE) assuma três formas: sistémico), discóide e induzido por drogas, aqui será apenas abordado o mais comum, o sistémico.

Infelizmente, ninguém sabe o que causa o lúpus, mas sabe-se que 90 % dos pacientes são do sexo feminino e que é mais comum em negras (uma em 250 mulheres em idade fértil), hispânicas e asiáticas, e menos comum em caucasianas (uma em 800). Os sintomas típicos, que não seguem um padrão definido e podem aparecer individualmente ou em grupo, incluem artrite, prurido, inflamação dos tecidos que envolvem o coração e os pulmões, febre, sensibilidade à luz, aumento dos gânglios linfáticos e perda de cabelo. Metade dos pacientes desenvolveu distúrbios renais e neurológicos. Os sintomas costumam aumentar entre os períodos de remissão.

Ninguém sabe porquê que a gravidez faz com que o lúpus se intensifique. Diferentes estudos descobriram que a gravidez pode aumentar, diminuir ou não ter qualquer efeito sobre o lúpus, mas apesar da falta de consenso nesta questão, está comprovado que muitas mulheres que sofrem desta doença têm uma gravidez normal, desde que os sintomas recorrentes sejam vigiados pelos seus médicos.

Os sintomas das formas graves de lúpus - febre alta, hipertensão, insuficiência renal - e alguns dos tratamentos utilizados para combatê-los podem complicar seriamente a gravidez. As mulheres com lúpus, mas sob uma forma menos grave, que apenas afecte a pele e as articulações, muitas vezes não têm problemas com os tratamentos durante a gravidez. Se algum sintoma piorar, os medicamentos aconselhados são os anti-inflamatórios não-esteróides (como Advil ou Motrin) que são seguros durante a gravidez. Os esteróides também são seguros se tomados em pequenas doses, mas as mulheres grávidas devem evitar medicamentos anti-maláricos (como o Plaquinol), que muitas vezes são utilizados para manter o lúpus sob controle. Se tivermos lúpus e estivermos a planear engravidar, devemos consultar o nosso reumatologista e, possivelmente, um perinatologista (especialista em gravidez de alto risco) para compreendermos melhor os riscos envolvidos.

John Sussman – Obstetra/Especialista Pré-concepção

 

Sofro de enxaquecas.  Há alguma coisa em especial que preciso de saber antes de engravidar?

As enxaquecas ou dores de cabeça afectam 2 % das pessoas, principalmente as mulheres em idade fértil. A frequência da dor de cabeça parece estar relacionada com eventos hormonais, tais como a menstruação, o uso de pílulas anti-concepcionais e a gravidez. As enxaquecas são comuns em mulheres grávidas e alguns estudos referem que podem afectar até 20 % de mulheres grávidas.

Embora este padrão não se aplique a todas, algumas mulheres referem haver um aumento da frequência e da severidade das dores de cabeça no primeiro trimestre de gravidez e uma redução nos trimestres seguintes.

Uma vez que nem todas as dores de cabeça (mesmo as mais graves) são “verdadeiras” dores de cabeça, se tivermos um histórico de dores de cabeça recorrentes, devemos consultar o nosso médico antes de engravidar, porque podem ser provocadas por outra coisa, como tensão emocional, enxaquecas, tumores ou outros distúrbios neurológicos.

Se estivermos a tomar medicamentos para as dores de cabeça, poderemos necessitar de ajustar o nosso regime antes de engravidar. Se utilizamos medicamentos injetáveis (como o Imitrex), teremos de interromper a sua utilização, porque não há provas suficientes relativamente à sua segurança durante a gravidez. Com a supervisão do médico, devemos de interromper a toma de medicamentos preventivos, como o propranolol antes de engravidar.

Devemos evitar o stress, alimentos com glutamato de monossódico e queijos fortes, que são conhecidos por provocar ataques. O que também poderá ajudar é evitar a diminuição do nível de açúcar no sangue, comendo alimentos ricos em carboidratos (em vez de açúcares refinados) em intervalos frequentes. Outros tratamentos não-medicamentosos incluem banhos tépidos frequentes, aplicando compressas de gelo e pressionar a área afectada, mantendo-se na vertical, em vez de se deitar e evitar exercício físico e qualquer tipo de estímulo para os olhos e ouvidos. Se tivermos de tomar medicamentos durante a gravidez, podemos tomar Tylenol e Demerol, com consentimento médico.

John Sussman – Obstetra/Especialista Pré-concepção

 

Estou a fazer um tratamento para a depressão. Há alguma coisa em especial que preciso de saber antes de engravidar?

Como acontece com qualquer doença pré-existente, temos de ter em consideração o impacto da gravidez na nossa depressão e o impacto da depressão (incluindo o  tratamento contínuo) sobre a nossa gravidez.

Creio não haver impacto directo da gravidez sobre a depressão, mas poderá haver uma série de impactos indirectos. Lidar com as alterações físicas, hormonais e emocionais da gravidez poderá ser difícil para uma mulher que está deprimida. Estas alterações podem pressionar um equilíbrio que apenas sobrevive com terapia e medicação. Se estivermos a pensar engravidar, devemos falar sobre isso com o nosso psicólogo/psiquiatra.

Outra questão a ser considerada é o impacto da depressão - e dos medicamentos que estivermos a tomar - sobre a gravidez. Relativamente aos medicamentos, os inibidores selectivos de seritonina como o Prozac serão provavelmente uma melhor opção do que os antidepressivos mais antigos (como os tricíclicos e os inibidores de monoamina oxidase). Isto, assumindo que não conseguiremos interromper a toma da medicação durante a gravidez. Devemos consultar o nosso psicólogo/psiquiatra (ou quem prescreve o medicamento) antes de tentar engravidar para estabelecer um plano de medicação ou interrupção da mesma durante a gravidez. Não devemos tomar essa decisão sem consultar o nosso médico.

John Sussman – Obstetra/Especialista Pré-concepção

 

Estou em remissão de um cancro. Há alguma coisa em especial que preciso de saber antes de engravidar?

A maioria das mulheres que fizeram tratamentos para o cancro no passado e estão livres da doença, podem planear a gravidez com segurança. Claro que tudo depende do tipo de cancro, dos tratamentos efectuados e dos efeitos a longo prazo, se ocorreram alguns.

Por exemplo, se parámos de menstruar, devido à quimioterapia, não conseguiremos engravidar sem a ajuda de dadoras de óvulos e da tecnologia de reprodução assistida. A quimio e radioterapia podem reduzir o número de ovócitos, ou óvulos, nos ovários de uma mulher. A preocupação médica não é saber se os óvulos foram danificados, mas sim se há menos óvulos.

Infelizmente, o congelamento de óvulos, antes dos tratamentos do cancro, ainda está numa fase experimental e não é considerado suficientemente eficaz para ser recomendado a pacientes com cancro. Apesar do congelamento de embriões ser uma opção mais viável, é mais invasivo.

Além disso, dependendo do tipo de cancro que se teve, o médico pode aconselhar um período de espera – geralmente entre 3 a 5 anos - antes de engravidar. E porquê? Porque pode ser necessário tomar medicamentos para a fertilidade para se conseguir engravidar e esses medicamentos aumentam os níveis hormonais. Há cancros que se alimentam ou são dependentes de hormonas, como o cancro da mama. Estes períodos de espera são baseados em considerações teóricas e ainda não foram estudados de forma aprofundada.

Pode ser reconfortante saber que o cancro apenas afecta 1.000 gravidezes. Há quem diga que a gravidez pode permitir que o cancro se desenvolva e cresça mais facilmente, mas as estatísticas não o comprovam. Se o cancro não ocorrer ou ocorrer durante a gravidez, é importante diagnosticá-lo o mais cedo possível e tomar algumas decisões difíceis sobre se se pretende iniciar os tratamentos que possam colocar o feto em risco ou terminar a gravidez para fazer os tratamentos disponíveis. Esta decisão é muito pessoal e muito complexa.

John Sussman – Obstetra/Especialista Pré-concepção

 

Tenho peso a mais. Isso afecta as minhas hipóteses de engravidar?

Não necessariamente, depende se o nosso ciclo menstrual é normal. Se o nosso período menstrual for certinho de 28 em 28 dias, é provável que o nosso peso não esteja a interferir com a ovulação, não prejudicando as hipóteses de engravidar. Mas as mulheres com peso a mais ou obesas geralmente têm desiquilíbrios hormonais que afectam os seus ciclos mentruais e a ovulação, tornando-se mais difícil engravidar.

Por exemplo, o excesso de peso está intimamente relacionado com a síndrome dos ovários policísticos (SOP). Nas mulheres com SOP, os ovários não produzem hormonas suficientes para estimular o amadurecimento do óvulo, para que este seja libertado. Algumas mulheres que padecem deste síndrome também produzem muita insulina, (hormona que ajuda o corpo a utilizar e a armazenar os açúcares e amidos dos alimentos) o que faz com que o corpo liberte uma alta quantidade de hormonas masculinas, andrógenos, interferindo assim com a ovulação, tornando-se mais difícil engravidar.

Um estudo demonstrou que o excesso de peso também dificulta a fertilização in vitro (FIV), possivelmente afectando a capacidade de implantação no útero do embrião.

A boa notícia é que perder o peso extra antes de tentarmos engravidar, pode melhorar substancialmente  as hipóteses de engravidar e a possibilidade de termos uma gravidez saudável. Mas, quantos quilos devemos perder? O ideal é calcular o nosso índice de massa corporal (IMC), que calcula a relação peso/altura.
Spencer Richlin - Especialista de Fertilidade

Tenho peso a menos. Isso afecta as minhas hipóteses de engravidar?

Não necessariamente. Depende se o nosso ciclo menstrual é normal. Se o nosso período menstrual for certinho de 28 em 28 dias, é provável que o nosso peso não esteja a interferir com a ovulação, não prejudicando as hipóteses de engravidar. Uma mulher precisa de pelo menos 17 por cento de gordura corporal para a ovulação normal. No entanto, muitos atletas têm pouca gordura no corpo, não mantendo uma ovulação regular. Quando a gordura corporal é muito baixa, ela interrompe o fluxo hormonal do cérebro para a glândula pituitária que diz aos ovários para libertar um óvulo. Assim, mesmo que tenhamos muitos óvulos saudáveis, se eles não forem libertados, não conseguiremos engravidar.

Se não tivermos períodos menstruais regulares, o médico provavelmente irá pedir para diminuirmos a intensidade dos exercícios físicos e alterarmos a nossa dieta para aumentarmos a nossa gordura corporal. Quando atingirmos um peso saudável e equilibrado, o ciclo menstrual geralmente regulariza. Se isso não acontecer, talvez tenhamos que consultar um especialista em fertilidade. Poderemos ter outro tipo de problemas, como endometriose ou síndrome do ovário policístico.

Há outra boa razão para mantermos o nosso peso ideal antes de tentar engravidar: as mulheres que começam a sua gravidez com peso abaixo da média,  têm um risco acrescido de ter um bebé com baixo peso. De qualquer médico, o médico verifica o peso ao longo da gravidez para se certificar que estamos  com o peso ideal.

Spencer Richlin - Especialista de Fertilidade


Fui diagnosticada com hipertensão. Há alguma coisa em especial que preciso de saber antes de engravidar?

A maioria das mulheres que tem hipertensão crónica,  conhecida também como hipertensão arterial, têm pressão arterial elevada não causada por doença renal ou outras condições médicas. (Se o nosso médico ainda não descartou a possibilidade de outras causas, ele deve fazê-lo antes de engravidar).

É melhor tratar a hipertensão crónica grave durante a gravidez para reduzir o risco de acidente vascular cerebral, mas teremos que mudar a medicação geralmente prescrita às mulheres não grávidas para que seja mais seguro para o bebé. Devemos conversar com o nosso médico sobre isso antes de engravidar para que possamos fazer as alterações necessárias e restabelecer o controlo da nossa pressão arterial antes da gravidez.

Se o tratamento da hipertensão crónica pode reduzir a incidência de outro tipo de hipertensão específica da gravidez, a pré-eclampsia (também denominada de toxemia), é controverso e varia de médico para médico. Se temos hipertensão leve e o médico acha que deve ser tratada durante a gravidez, devemos tomar um medicamento que seja seguro para o feto. Se o médico está mais preocupado com o impacto dos medicamentos no feto do que com o aumento do risco de pré-eclampsia e, portanto, acha que não deverá tratar a hipertensão durante a gravidez, devemos parar de tomar a medicação antes de engravidar, seguindo as orientações médicas.

A boa notícia é que a grande maioria (85%) das mulheres com hipertensão têm uma gravidez normal e bem-sucedida.

John Sussman – Obstetra/Especialista Pré-concepção

 

Posso fazer dieta antes de tentar engravidar?

Sim, as hipóteses de uma gravidez saudável são maiores se tivermos o peso ideal. O peso a mais pode alterar os ciclos menstruais,  provocando infertilidade. As mulheres com peso a mais têm mais probabilidade de virem a ter complicações na gravidez, como hipertensão, diabetes e partos difíceis.
É melhor ficar longe daquelas dietas que eliminam certos alimentos ou grupos de alimentos (como carbo-hidratos). Dietas que  eliminam produtos lácteos, frutas e vegetais podem retirar do nosso corpo vitaminas e nutrientes essenciais para uma gravidez saudável.
A melhor dieta é aquela que abrange pão, massas e arroz integrais, proteínas magras (como peixe e carne de aves), frutas, vegetais e lacticínios com baixo teor de gordura, como leite, iogurte ou queijo, cereais integrais e muita água. Podemos sempre consultar um nutricionista, mas aqui ficam algumas orientações para uma dieta saudável:

#Prestar atenção a tudo o que comemos;

#Ser activo. Exercitar os músculos, desenvolve a força, ajuda o nosso corpo a queimar mais calorias e ajuda a termos ossos mais fortes. Assim, com a perda de peso não perderemos tecido muscular. Deveremos reservar pelo menos 60 minutos por dia para exercício físico.

Bridget Swinney - Nutricionista


Posso fazer exercício físico nos dias mais férteis, quando estou a tentar engravidar?

Sim. A ovulação não é nada de extraordinário que nos obrigue a desistir do exercício físico. Se o exercício físico faz parte da nossa vida, não há nenhuma razão para desistir, visto que não irá alterar o nosso ciclo. Se fôssemos atletas de alta competição, com baixo teor de gordura no corpo, o exercício físico poderia prejudicar as hipóteses de engravidar (algumas atletas extremamente magras param de ovular). Mas não é o caso da maioria das mulheres.

Se não nos exercitamos regularmente, devemos adicionar mais actividade à nossa vida, como 20, 30 minutos a pé todos os dias. O exercício físico recompensa-nos com um corpo saudável, que estará apto para a gravidez. Além disso, é uma ótima maneira de aliviar o stress, que pode influenciar negativamente as tentativas para engravidar. O stress pode atrasar a ovulação e aumentar a frequência das contracções uterinas que, por sua vez, podem impedir que um óvulo fertilizado se fixe no útero.

É bom estar ciente de quando estamos a ovular, mas mais importante ainda é relaxar e tentar não ficar obcecada com esta época do mês. Centrar toda a nossa vida nas tentativas para engravidar pode deixar-nos com ansiedade e mentalmente subjugadas. Por isso, é uma boa ideia manter uma rotina de exercício físico. O yoga também nos ajuda a libertar as tensões diárias.

Sherman Silber – Especialista de Fertilidade



publicado por babyblues às 15:50 | link do post | partilhar